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Marcelo Spalding é escritor, jornalista e professor. Publicou seu primeiro livro aos 17 anos e de lá para cá já lançou mais de 7 livros individuais, além de ser o idealizador do Movimento Literatura Digital. >> mais


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A importância da diagramação

O livro é um objeto MUUUITO antigo. Mas antigamente, quando não existia impressora nem imprensa, as pessoas escreviam à mão e copiavam os livros à mão. Naquela época, cada página era cuidadosamente desenhada, com harmonia entre letras, espaços e ilustrações. Veja um exemplo:


O surgimento da imprensa de Gutenberg consagrou a reprodução automatizada do livro, permitindo sua popularização. Mas o sistema não permitia a reprodução de imagens, então por muitos e muitos anos os livros ficaram assim:

Hoje, porém, com o sistema digital, livro não é mais sinônimo de texto, livro é um objeto em que cada vez mais devem convergir as linguagens: texto, ilustração, fotografia, design. Em um processo muito semelhante ao que tem ocorrido no jornal, a diagramação será fundamental.

Neste contexto, as imagens e a diagramação não podem ser aleatórias, elas precisam ser parte integrante da história, elas devem potencializar a história narrada, organizá-la.

Este processo, que é comum na literatura infantil e tem chegado com força na juvenil, tem alguns belos exemplos na literatura "para adultos", como o livro Extremamente alto e incrivelmente perto, de Jonathan Safran Foer.

Assim, como além de escritor sou jornalista formado e tenho conhecimento em InDesign, tendo inclusive lecionado a disciplina de Projeto Experimental de Jornalismo Gráfico na UniRitter, aproveitei para explorar um pouco da diagramação na composição desta edição do Vencer por linhas tortas.

Em primeiro lugar, surgiu a ideia de trabalhar com fotografias manipuladas digitalmente através de filtros do PhotoShop. Depois, era importante integrar as imagens à página, de forma que o leitor percebesse o alinhamento entre texto e imagem. Clique abaxo para ver as primeiras página do livro:


As ilustrações ainda foram um desafio para mim, já que elas foram feitas em uma concepção tradicional e não integradas a este novo projeto. Ainda assim, em algumas páginas foram utilizadas as ilustrações na composição de mosaicos que ajudam a dar identidade visual a um capítulo, por exemplo:



Por fim, a ideia de criar um clima de interatividade na história também exigia algumas intervenções na diagramação. A primeira ideia foi usar uma imagem que lembrasse um tablet ou smarphone, dependendo do tamanho. Ele foi usado na cor preta quando era para alguma mensagem dentro da história e na cor cinza quando era algum recado do autor para o leitor, como os códigos do acesso exclusivo.

Os momentos em que o leitor precisa decidir o caminho a tomar também receberam tratamento especial, com o uso do cinza no fundo da página inteira ou em meia página:



Claro que por muitos e muitos anos ainda haverá espaço para livros com diagramação mais tradicional, eu mesmo gosto muito de ler bons e velhos romances. Será cada vez mais comum, porém, vermos o processo de embelezamento gráfico do livro infantil chegar aos demais públicos.

O que nós, escritores e amante das palavras, desejamos é que não haja também um empobrecimento do texto (como temos visto em tantos livro infantis, com textos extremamente fracos e por vezes sem nem mesmo autoria identificada). Até porque o que diferencia a literatura das demais artes, não custa lembrar, é exatamente a palavra.

Marcelo Spalding

 


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